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Sucesso de Festival!

agosto 31, 2009
Namoradeiras de Tiradentes

Namoradeiras de Tiradentes

Não tinha como dar errado: uma das cidades históricas mais charmosas de Minas, convidados de peso e aquele clima gostoso que um festival propicia. Mas o XII Festival de Gastronomia de Tiradentes foi além do certo: foi um verdadeiro sucesso!

Passear pelas ruas de Tiradentes ganhou novas cores e, principalmente, aromas. Com aquele aspecto pacato de interior, a cidade se manteve efervescente sem estar lotada. Quem foi pode confirmar: festival e cidade estavam em plena sintonia.

Para abrir uma série de matérias aqui no blog Verdemar em revista, escolhemos seu grande idealizador: Ralph Justino. Em 1998 ele começou a praticar uma idéia que, ainda bem, perdura até hoje. Com o festival devidamente digerido, Ralph bateu um papo conosco comentando o evento. Confira!

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Um festival começa com expectativas e termina com a avaliação dos resultados; como foi a sua?
Nós sempre buscamos a excelência do festival, e nesses anos sempre esbarrávamos em algo como dinheiro ou espaço. Mas nesta edição acho que consegui a excelência que buscava. Queríamos muito montar espaços sem descaracterizar a cidade, e o que fizemos na rodoviária foi o que sonhávamos. Tiradentes é muito charmosa, e o festival deveria agregar valores à cidade, e não competir com ela. Conseguimos também trazer chefs de altíssimo nível: quem nunca teve a oportunidade de apreciá-los fora pôde degustar durante os festins.

Ralph Justino, em frente ao Botequim Oficial no Largo das Forras

Ralph Justino, em frente ao Botequim Oficial no Largo das Forras

Além dos eventos gastronômicos, em quais outros aspectos o festival atua?
Há três coisas que eu gostaria de destacar. Primeiro é o fórum de discussão de gastronomia, que é um espaço para se pensar aquilo que estamos fazendo no festival; ainda temos o que melhorar mas estamos no caminho certo. Em seguida, houve a participação na restauração do telhado da Igreja de Santo Antônio do Canjica e da estátua de São Benedito; é importante o festival, já que usufrui da cidade, também dar retorno a ela além da movimentação de turistas. E por último, o projeto Chefs do Amanhã, que é o lado social do evento, em que preparamos jovens para a cozinha e, quem sabe, para seguirem carreira também. Esse projeto foi desenvolvido com a Associação Brasileira de Gastronomia e Cultura (Arbórea) e a Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude.

Observando o festival desse ano, já dá para pensar nos próximos passos?
Bem, pensamos em ampliar o Chefs do Amanhã, fazendo dois núcleos. Outro aspecto que pode mudar é a data do fórum, para quinta e sexta, ao invés do sábado, para os participantes poderem aproveitar até mais tarde os eventos. E agregar também bastantes programas de arte e cultura à agenda. Imaginamos ter recebido cerca de 30 mil visitantes nos 10 dias de evento, uma média próxima à do ano passado, e para a XIII edição não imaginamos crescer mais. Nosso público gosta de tranquilidade, e se o evento aumentar muito ele perde justamente seu público. Nossa meta é melhorar e qualificar, sempre.

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  1. Verônica Soares permalink
    setembro 1, 2009 15:42

    Legal a preocupação deles em não querer “crescer” mais para preservar as características do Festival, mas acho muito difícil conseguir conter o crescimento, na prática.

    É como a FLIP, em Paraty; já está maior que a cidade… Tomara que haja soluções para que não seja insustentável realizar o festival em Tiradentes.

    Muito boa a entrevista!

    😉

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