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Envelhecendo vinhos

fevereiro 9, 2010

Comprou uma garrafa de vinho e quer guardar por anos? Cuidado, pode não funcionar tão bem assim. Um dos grandes mitos que rondam a enologia é o do “vinho melhora com o tempo”; algumas vezes, a juventude de um rótulo é o melhor momento para se apreciá-lo. Confira um trecho sobre amadurecimento da bebida em garrafa que está nesta edição (#21) da Verdemar em revista.

Segundo a first lady do vinho Jancis Robinson, em seu Oxford Companion to Wine, “contrariamente à opinião popular, somente um pequeno subgrupo de vinhos se beneficia de longo envelhecimento em garrafa. A maior parte dos vinhos vendidos hoje, tanto tintos como brancos e rosés, é feita para ser bebida em um ano, ou até dois, de engarrafamento”.

Os critérios que determinam se um vinho envelhecerá são, em tese, simples, mas a prática é mais complicada. Um rótulo com todos os pré-requisitos pode-se mostrar, anos mais tarde, uma perda de tempo. Basicamente, os critérios são:

  • pH: mede a acidez do vinho. Quanto mais baixo, ou seja, mais ácido, mais longa é a capacidade de envelhecimento. Segundo Robinson, o ideal seria entre 3.2 e 3.5. O clima do terroir também influencia: uvas de regiões mais frias apresentam pH mais baixo que as de regiões quentes. É um dado mais técnico, que demanda um pouco mais de pesquisa.
  • Taninos: um dos critérios mais importantes na evolução dos tintos. Com o tempo, os taninos tendem a se tornar menos agressivos e mais redondos, muito agradáveis de beber. Vinhos tânicos envelhecem melhor justamente pelo maior ‘arredondamento’ da bebida.
  • Buquê: pode ser sentido na degustação. Vinhos complexos tendem a ficar mais complexos com o envelhecimento, pois seus aromas e paladares poderão evoluir. A tendência é simples: quanto mais, melhor.
  • Tipo de rolha: se o vinho for de uma tampa de metal de rosca, já é um forte indicativo de que ele é feito para consumo jovem. Por isso, não perca espaço guardando-o, pois sua experiência envelhecida será até menos interessante. Rolhas sintéticas também não são indicadas, por serem muito recentes e não haver dados conclusivos sobre sua atuação. Seja tradicionalista e opte pelas de cortiça.

Confira a tabela de Robert Parker para saber se a sua safra é própria para guarda ou para consumo rápido!

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